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IA, bolha e risco sistêmico: por que o boom tecnológico não deve virar uma nova crise

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A discussão sobre uma possível bolha em inteligência artificial voltou ao centro do debate nos mercados globais, mas, para Artur Wichmann, CIO da XP Inc., a comparação com grandes crises históricas exige mais cautela do que alarmismo.
Segundo ele, a principal diferença do atual ciclo em relação a 1929 e 2008 está na forma de financiamento dos investimentos. “O avanço da IA não está sendo impulsionado por endividamento excessivo, mas majoritariamente por capital próprio das empresas”, afirmou.
Na avaliação de Wichmann, episódios que se transformam em depressões têm como elemento comum a contaminação do sistema de crédito. “Toda vez que uma recessão atinge o mercado de crédito, ela vira uma depressão”, disse, ao comparar o momento atual com a Grande Depressão e a crise financeira

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A robótica impulsionada por inteligência artificial (IA) pode representar uma das maiores janelas de crescimento para a Europa nas próximas décadas. A avaliação foi feita por Jensen Huang, CEO da Nvidia, durante sua participação no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na última quarta-feira, ao destacar o peso da base industrial do continente como um diferencial estratégico para esse movimento.
Segundo o executivo, a combinação entre capacidade industrial, manufatura avançada e inteligência artificial abre caminho para o que ele chamou de “IA física”, um conceito que conecta algoritmos diretamente a máquinas e sistemas robóticos no mundo real. Para Huang, esse cenário cria uma chance de a Europa “pular” a fase dominada pelo software, historicamente lid

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