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Apesar dos avanços na legalização e descriminalização do aborto na maioria dos países europeus, ainda existem “numerosos obstáculos administrativos, sociais e práticos” para mulheres que desejam interromper a gravidez. Essa é a conclusão do relatório da Anistia Internacional intitulado “Quando os direitos não são uma realidade para todos. A luta pelo acesso ao aborto na Europa”, publicado hoje, e que abrange 40 países do continente europeu.
O acesso ao aborto continua sendo um direito frágil e aplicado de forma desigual na Europa. A Anistia Internacional documentou o aumento dos ataques contra aqueles que defendem o acesso a esse direito fundamental: prazos de espera obrigatórios, limitações quanto ao tempo de gestação, recusas de atendimento por princípios morais, falta de acesso ao abort

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