24% dos Brasileiros Aceitariam Bebidas Adulteradas, Aponta Pesquisa

Contexto
A Escola de Segurança Multidimensional da USP (Universidade de São Paulo) realizou uma pesquisa que revela preocupante aceitação do consumo de bebidas adulteradas no Brasil. O estudo, que ouviu 3.000 brasileiros, indica que 24% dos entrevistados afirmaram que aceitariam comprar bebidas ilegais se fosse vantajoso economicamente.
Entre os jovens de 18 a 34 anos, um grupo particularmente suscetível, esse número sobe para 33%. O professor Leonardo Piquet, responsável pelo levantamento, ficou surpreso com o resultado e destacou que uma boa parte dos entrevistados relativiza a importância das leis.
Repercussão
O cenário descrito pela pesquisa é particularmente preocupante diante do aumento constante de casos de intoxicação por metanol, um aditivo mortal que tem sido encontrado em bebidas contrabandeadas e adulteradas no país.
A pesquisa também identificou que 11,5% dos entrevistados já usaram ou utilizam cigarros eletrônicos. Dessas pessoas, 64,91% sabem que o produto não está regulamentado. Entre todos os pesquisados, 33% afirmam comprar cigarros eletrônicos em lojas físicas e outros 23% pelo comércio ambulante.
Esses dados levantados pelo professor Piquet refletem uma cultura brasileira que parece relativizar a importância das regras, particularmente as que protegem os consumidores. O professor argumenta que essa percepção abre brechas para aceitar mercadorias ilícitas.
O que vem agora
Diante desse cenário, especialistas e autoridades sanitárias estão chamando a atenção para a necessidade de maior fiscalização e regulamentação do comércio ilegal. A pesquisa sugere que campanhas educativas podem ser úteis em aumentar o entendimento sobre os riscos dessas mercadorias.
“Precisamos intensificar as ações de conscientização para que os consumidores entremem plenamente na lógica da legalidade e do respeito às regras”, afirma Piquet. Além disso, o professor sugere que políticas públicas devem ser implementadas para garantir o acesso a produtos seguros e de qualidade.
“É fundamental que os órgãos reguladores estejam atentos e intensifiquem suas fiscalizações”, complementa Piquet. “A sociedade deve participar desse processo, denunciando comércios irregulares e contribuindo para a manutenção da ordem legal.”
Outros especialistas concordam com as recomendações do professor. O Dr. João Ferreira, coordenador de um projeto sobre segurança alimentar, destaca: “Estamos diante de um problema que vai além da simples falta de conhecimento dos consumidores. É uma questão de políticas públicas e de conscientização.”
“É importante que a sociedade esteja atenta e denuncie qualquer atividade ilegal. A fiscalização precisa ser intensificada e os consumidores devem ter acesso a informações claras sobre riscos e benefícios das mercadorias legais”, completa o Dr. Ferreira.
Fontes
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