Juros do Tesouro IPCA+ Longo Superam 7% ao Ano com Disparada de Petróleo e Tensões no Oriente Médio

Contexto
Nesta segunda-feira (9), as taxas do Tesouro Direto operam em alta, com destaque para os títulos atrelados à inflação que voltaram a superar a marca de 7% ao ano em prazos mais longos. Esse movimento é impulsionado pela intensificação da guerra no Oriente Médio e pela disparada do petróleo.
Repercussão
A aversão ao risco nos mercados globais está sendo alimentada pelas tensões entre Israel, Irã e EUA, além de novos ataques iranianos a instalações militares israelenses. Essa escalada de conflitos tem levado os investidores a buscar ativos considerados seguros, como títulos do Tesouro Direto.
O que vem agora
A tendência é de continuidade das altas nas taxas, uma vez que o petróleo continua em alta e há sinais de que a guerra no Oriente Médio pode se intensificar. O cenário internacional incerto também contribui para essa aversão ao risco.
Abaixo, os principais movimentos nos títulos atrelados à inflação (IPCA) do Tesouro Direto:
- Tesouro IPCA+ 2032: Passou de 7,78% para 7,89%
- Tesouro IPCA+ 2037: De 7,58% para 7,67%
- Tesouro IPCA+ 2040: Subiu de 7,29% para 7,40%
- Tesouro IPCA+ 2045: De 7,27% para 7,36%
- Tesouro IPCA+ 2050: Passou de 6,95% para 7,06%, voltando a superar a marca de 7% ao ano
- Tesouro IPCA+ 2060: De 7,18% para 7,27%
No segmento de títulos prefixados, o movimento também é de alta. Os principais destaque são:
- Tesouro Prefixado 2029: Passou de 13,33% para 13,50%
- Tesouro Prefixado 2032: De 13,94% para 14,07%
- Tesouro Prefixado 2037 (juros semestrais): De 14,11% para 14,21%
A pressão inflacionária é um fator importante nesse movimento. O Banco Central informou que a inflação medida pelo IPCA deve ficar em torno de 6,50% neste ano e em 4,75% no próximo.
Fontes
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