Delegado diz que autores de vídeos da trend ‘caso ela diga não’ podem responder por incitação ao crime

O delegado Flávio Rolim, chefe da Unidade de Repressão a Crimes Cibernéticos de Ódio da Polícia Federal (PF), afirmou nesta terça-feira (10) que ao menos 20 vídeos com simulações de violência contra mulheres foram removidos de plataformas digitais após o início das investigações sobre a trend ‘caso ela diga não’. Segundo ele, os autores desses conteúdos podem responder por incitação à violência.
“A infração inicialmente investigada é a de incitação da prática de crime, mas esse é o ponto de partida investigação”, afirmou o delegado em entrevista ao Estúdio i, da GloboNews. O delegado afirma que a PF vai analisar todos os perfis e postagens de forma individualizada para compreender o contexto e a intenção do criador de conteúdo.
De acordo com ele, esses posts se inserem em um contexto maior
O Ministério da Justiça enviou nesta terça-feira (10) um ofício ao TikTok dando cinco dias para a rede social se explicar sobre a trend “se ela disser não”.
Nela, homens simulam ações violentas contra mulheres caso elas dissessem não a pedidos de casamento.
A pasta diz que a obrigação do TikTok não se limita à remoção de conteúdos específicos solicitada pela Polícia Federal (PF), mas sim promover a remoção imediata, independentemente de pedido.
“A circulação massiva dos conteúdos da trend referenciada coloca em questão o cumprimento dos deveres de cuidado acima delineados — suscitando, em especial, a possibilidade de falha sistêmica”, argumenta.
O ofício é assinado por três secretários da pasta: o de Direitos Digitais, Victor Fernandes, o de Segurança Pública, Francisco Veloso, e o do Cons
Fontes
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