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Paulo Skaf defende adiamento da reforma trabalhista e critica ‘6 X 1’

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Contexto

A discussão sobre a reforma trabalhista no Brasil ganhou nova dimensão com as eleições de 2026. O debate em torno da escala ‘6 X 1’ tem sido um dos principais pontos de atrito entre diferentes setores da economia e políticos.

O presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, se posicionou contra a aprovação imediata dessa medida. Em entrevista à revista Veja, publicada nesta sexta-feira (20.mar.2026), Skaf argumentou que não é hora para avanços significativos na legislação trabalhista e defendeu uma discussão mais calma.

O posicionamento de Paulo Skaf

Skaf, conhecido por seu pragmatismo nos debates econômicos, afirmou que ‘não é hora da 6 X 1’. O empresário argumenta que a discussão sobre a redução da jornada de trabalho não deve ser conduzida sob o viés do ambiente político e eleitoral. Segundo Skaf, essa mudança exige muita serenidade e cuidado para evitar danos à produtividade do país.

Impacto na produtividade

A redução da jornada de trabalho pode afetar a eficiência operacional das empresas, argumentou Skaf. O empresário alerta que mudanças drásticas podem prejudicar o desempenho econômico geral e levar a uma diminuição na produtividade do país.

Critica à manutenção de salários sem aumento no número de horas

Skaf também criticou a ideia de manter os salários com menos horas de trabalho. Ele compara isso ao cenário de um churrasco onde se espera que haja mais carne, mas não há mais convidados.

Repercussão

A declaração de Skaf gerou debate entre setores empresariais e sindicais. Empresários do agronegócio e outros setores produtivos temem que as mudanças possam levar a uma informalização do mercado de trabalho, reduzindo a segurança jurídica e aumentando os custos.

Representantes das entidades sindicais reagiram criticando o posicionamento empresarial. O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (SP) afirmou que Skaf está protegendo interesses privados em detrimento da justiça social e dos direitos dos trabalhadores.

O que vem agora

Com a eleição de 2026, o cenário político pode influenciar ainda mais as discussões sobre reformas trabalhistas. O próximo passo é a definição da pauta do Congresso para esse ano.

A Frente Parlamentar pelo Trabalho Decente (FPTD) anunciou que vai propor o fim da escala ‘6 X 1’ na Câmara dos Deputados, mas deve enfrentar resistências de setores empresariais como a Fiesp. Skaf afirmou que prefere discutir essa medida no próximo ciclo de governo, quando houver maior estabilidade.

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