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Meta e YouTube são condenadas em caso histórico de vício nas redes sociais

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Meta e YouTube são condenadas em caso histórico de vício nas redes sociais

25 de março de 2026

Contexto

Nesta quarta-feira (25), a Meta e o YouTube foram considerados culpados por prejudicar uma jovem usuária e causar vício no uso de redes sociais. A decisão, que é histórica, pode abrir caminho para outros processos contra empresas do ramo.

A jovem KGM (identificada como Kaley pelos advogados) acusou as empresas de criarem produtos tão viciantes quanto cigarros e cassinos online. O processo foi movido por ela no ano passado, apontando o uso de recursos como rolagem infinita e recomendações algorítmicas que causavam ansiedade e depressão.

Repercussão

A decisão do júri, composto por sete mulheres e cinco homens, é considerada histórica. As empresas foram condenadas a pagar US$ 3 milhões (R$ 15,6 milhões) em indenização por danos morais e outros prejuízos. O valor foi dividido entre as duas: a Meta pagará 70% (US$ 2,1 milhões/R$ 10,9 milhões), enquanto o YouTube cobrirá 30% (US$ 900 mil/R$ 4,7 milhões).

De acordo com a decisão do júri, as empresas foram condenadas por criarem produtos que são tão viciantes quanto cigarros e cassinos online. O processo citou o uso de recursos como rolagem infinita e recomendações algorítmicas que causam ansiedade e depressão.

O que vem agora

Agora, o júri vai deliberar para decidir por quais danos punitivos as empresas terão de pagar. A decisão pode abrir caminho para novos processos contra empresas do ramo.

As partes envolvidas já indicaram que a decisão pode ser apelada, o que levaria ao processo à Corte Superior. No entanto, se não houver recurso, as grandes tecnológicas serão obrigadas a pagar a indenização de acordo com a sentença do júri.

Fontes

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