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Praça do Leitor

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Danado, sem vergonha, comilão, o melhor cachorro da vizinhança, da cidade, do mundo. O olhar mais pidão e amoroso do universo. Ele tinha seu lugar no sofá e, se havia alguém sentado nele, dava um jeito de, aos poucos, com a sua delicadeza de 30 quilos, empurrar a pessoa para o lado. E as crianças, o que falar das crianças? Elas puxavam seu pelo, arrancavam a bolinha da sua boca e ele continuava zen como um monge. Como elas amavam jogar a bolinha para vê-lo buscar, voltar e deixar novamente a bolinha a seus pés.
Totó dava tiros de corrida como se fosse a versão canina do desenho animado Flash. Ele nos deixava loucos com sua fixação por bolinhas. Colocar a bolinha numa sacola e dentro do congelador era o único jeito de ele sossegar um pouco.
E que faro e audição tinha o Totó

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