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Zema fez as pazes com a Inconfidência Mineira, mas já a viu com outros olhos

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O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema fez as pazes com a Inconfidência Mineira. Açoitando os “intocáveis” do Supremo Tribunal Federal, valeu-se do aniversário da execução de Tiradentes e disparou: “BrasÃlia explora o Brasil como os portugueses fizeram. (…) A luta dos inconfidentes não acabou”.
Num evento semelhante, em 2023, Zema via a Conjuração com outros olhos: “Temendo as consequências do golpe à Coroa portuguesa, os inconfidentes não confessaram seus crimes. O único a fazê-lo foi Joaquim José da Silva Xavier, que se tornou o Mártir Tiradentes, ao receber a pena mais dura, em 21 de abril de 1792”.
Tudo errado. Os inconfidentes contaram o que planejavam, a começar pelo advogado Cláudio Manuel da Costa, patrono dos brasileiros que se “suicidam” na prisão. As conf

Três repórteres do ICL NotÃcias (Juliana Dal Piva, Chico Otavio e Igor Mello) desvendaram um dos mistérios dos “anos de chumbo”: a conexão do aparelho repressivo da ditadura com os serviços de informação da Inglaterra. Conheciam-se algumas pistas, mas a trinca expôs o monstro nos seus detalhes, na série de reportagens “Bandidos de Farda”.
Eles trabalharam em cima do arquivo deixado pelo coronel Cyro Etchegoyen, um dos cabeças do Centro de Informação do Exército, o CIE, de 1971 a 1974. São 23 pastas, com 3.000 folhas de documentos, contando parte da carreira do “Doutor Bruno” na casa de Petrópolis, onde funcionava um aparelho clandestino do CIE.
Chamada de “Casa da Morte”, era uma fábrica de “cachorros”, nome dado aos militantes de organizações de esquerda que eram presos,

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