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Lobos de Chernobyl são mais resistentes à radiação e podem ajudar no estudo do câncer

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Quatro décadas após o desastre nuclear de Chernobyl, a zona de exclusão (considerada inabitável para humanos) se transformou em um refúgio inesperado para a vida selvagem. Entre as espécies que mais se destacam estão os lobos-cinzentos, cuja população cresceu de forma significativa desde 1986.
Estudos indicam que a densidade desses predadores na região é muito superior à observada em áreas semelhantes não contaminadas. Um levantamento publicado em 2015 aponta que “a população de lobos é mais de sete vezes maior” em Chernobyl do que em outras reservas naturais.
A ausência de atividade humana contribuiu para esse cenário. A área, que abrange cerca de 4.200 km² entre Ucrânia e Belarus, tornou-se um ambiente praticamente intocado, ocupado por diversas espécies, como cervos, javalis, bisões e a

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