Relatório do USTR é vago ao apontar falhas do Brasil no combate ao trabalho forçado

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O relatório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) que sugere a sobretaxação de 60 economias é vago em relação às razões que levaram o órgão a propor uma nova tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros.
O documento de 98 páginas informa que o órgão consultou diretamente os governos de 46 países, incluindo o Brasil, sobre as políticas e as ações em relação ao trabalho forçado. Iniciada no dia 12 de março, a investigação teve audiências públicas no fim de abril e recebeu 455 contribuições de interessados no assunto, de acordo com o relatório.
O USTR diz que a legislação americana define trabalho forçado como “todo trabalho ou serviço exigido de qualquer pessoa sob a ameaça de qualquer penalidade por sua não execução e para o qual o trabalhador não se oferece volunta
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O novo tarifaço anunciado na noite desta terça-feira, 2, pelo governo americano contra 60 parceiros comerciais não será aplicado sobre uma extensa lista de produtos que compõem a Tabela Harmonizada de Tarifas dos Estados Unidos (HTSUS). A informação consta de um anexo da decisão publicada no Federal Register, o diário oficial do governo americano.
O documento traz uma lista de 75 páginas de produtos que não serão afetados pelas tarifas de 10% ou 12,5% (caso do Brasil) sugeridas por causa do fracasso no combate ao trabalho forçado.
China rejeita acusação dos EUA e critica nova ameaça tarifária de Trump
Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Mao Ning, afirmou que a questão está sendo usada para justificar novas restrições comerciais
EUA propõem tarifar 60 países
A China afirmou nesta quarta-feira (3) que se opõe a tarifas “unilaterais” e negou acusações de uso de trabalho forçado, após os Estados Unidos proporem novas sobretaxas sobre importações de cerca de 60 economias.
Nesta terça-feira (2), uma investigação dos EUA concluiu que 60 países, entre eles China e Brasil, falharam em proibir e fiscalizar importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Como resposta, o governo americano propôs a aplicação de tarifas adicionais de 12,5% sobre todos os produtos desses países.
Em resposta, o governo chinês rejeitou as alegações e afirmou que não há base para as acusações feitas por Washington.
“Não existe o chamado trabalho forçado na China, e nos opomos ao uso disso como desculpa para manipulação política”, disse Mao Ning, porta-voz do Minist
Presidente dos EUA, Donald Trump, durante reunião de gabinete na Casa Branca 27 de maio de 2026 — Foto: REUTERS/Evan Vucci
A proposta do governo dos Estados Unidos de adotar tarifas retaliatórias de 25% a produtos brasileiros após a conclusão de uma grande investigação comercial contra o Brasil repercutiu na imprensa internacional.
O governo americano concluiu que certas práticas do governo brasileiro — que envolvem diversas áreas, como o sistema de pagamentos Pix, a comercialização de etanol, o combate a corrupção, o respeito a propriedade intelectual e o desmatamento na Amazônia, entre outros — são “irrazoáveis” e “oneram ou restringem o comércio dos EUA”.
O jornal britânico The Guardian destacou que os EUA estão propondo tarifas contra o Brasil “apesar do superávit comercial dos EUA”. O
Pecuária brasileira na ‘lista suja’: o que EUA dizem sobre trabalho forçado no Brasil ao propor mais tarifas
O governo dos Estados Unidos incluiu o Brasil em uma lista de 59 países, além da União Europeia, que “não conseguiram” proibir a importação de bens produzidos com trabalho forçado — e que, segundo as autoridades americanas, devem ser sujeitos a mais tarifas retaliatórias por causa disso.
O Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) propõe que o Brasil e outros 53 países citados no relatório recebam tarifas adicionais de 12,5%. Outras seis economias devem receber taxação de 10%. Não está claro se essas tarifas se adicionam a outras já em vigor — e como elas se aplicariam em relação a listas de exceções.
No caso do Brasil, o relatório destaca o fato de
Fontes
- https://www.infomoney.com.br/economia/relatorio-do-ustr-e-vago-ao-apontar-falhas-do-brasil-no-combate-ao-trabalho-forcado/
- https://www.infomoney.com.br/economia/tarifaco-por-trabalho-forcado-tem-longa-lista-de-produtos-isentos/
- https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/06/03/china-rejeita-acusacoes-de-trabalho-forcado-e-critica-novas-tarifas-propostas-pelos-eua.ghtml
- https://g1.globo.com/noticia/2026/06/03/o-que-disse-a-imprensa-internacional-sobre-novo-tarifaco-de-trump-instrumento-para-impor-novas-tarifas-ao-brasil-e-alternativa-mais-duradoura-apos-decisao-da-suprema-corte.ghtml
- https://www.bbc.com/portuguese/articles/c202x1z684eo?at_medium=RSS&at_campaign=rss
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