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Dentro de Chernobyl: como é o trabalho de um cientista no reator destruído

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40 anos após a explosão que devastou o reator 4 da usina de Chernobyl, na Ucrânia, uma complexa rede de túneis e salas subterrâneas segue ativa – e exige monitoramento constante. A cerca de 10 metros abaixo das ruínas, equipes especializadas ainda trabalham em um ambiente altamente contaminado para evitar novos riscos.
Entre esses profissionais está o pesquisador Anatolii Doroshenko, do Instituto de Problemas de Segurança das Centrais Nucleares, que falou à BBC. Ele desce regularmente ao local para inspecionar equipamentos, coletar dados e acompanhar o estado do combustível nuclear remanescente. “É como um grande labirinto embaixo do reator”, descreveu.
A rotina envolve riscos elevados. Em algumas áreas, os níveis de radiação são tão intensos que o tempo de permanência não pode ultrapassar

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