Mauricio Portugal Ribeiro

Quatro por cento do PIB em infraestrutura virou já há anos o “número mágico” do debate brasileiro. A meta é defensável, mas não se alcança por manchete de leilão.
Ela depende de obras executadas â e, antes disso, de contratos que resistam ao tempo. Para começar, é preciso corrigir um equÃvoco conceitual: investimento, no sentido econômico rigoroso, é Capex, isto é, expansão ou melhoria de ativos (rodovias, redes, portos, sistemas). Opex â operação e manutenção â é essencial para a qualidade do serviço, mas não é investimento. Confundir as duas coisas infla números e cria expectativas que o canteiro de obras não entrega.
Considerando isso, e sem querer entediar o leitor com números: o PIB projetado para 2025 está na casa de R$ 12,7 trilhões, e o investimento prev
Fontes
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