Suzana Houzel

Lá se vão dez anos do dia em que Rui Oliveira, neurocientista português especializado em estudar comportamentos sociais de peixes, entrou no pequeno aquário que era o escritório dentro do meu minilaboratório na UFRJ apenas para dizer Oi âe saiu com um projeto de pesquisa em colaboração que a gente ainda não sabia, mas ia mudar como a gente pensa a evolução do cérebro.
O ano era 2015 e eu acabara de descobrir que, entre camundongos de uma mesma idade, indivÃduos maiores eram nem-nem: não tinham nem cérebros maiores, nem mais neurônios do que seus parentes menores. Não era por falta de variação individual, pois as três coisas âtamanho do corpo, tamanho do cérebro, número de neurôniosâ mostravam cerca de 50% de diferença dos menores para os maiores valores. O que faltav
Fontes
- —
Este artigo foi redigido com apoio de ferramentas de IA e revisado por nossa equipe. Citamos as fontes originais e seguimos as políticas do Google Notícias.
