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Marcelo Leite

Por Publicado Atualizado

Por força do custo de longas sessões para monitorar o estado alterado de consciência do paciente, não será trivial incorporar à clÃnica terapias psicodélicas que talvez terminem regulamentadas neste 2026. Há duas estratégias concorrentes para contornar a dificuldade, mas a neurociência prospecta uma terceira via para obter o máximo rendimento de substâncias como ibogaÃna, LSD, psilocibina, dimetiltriptamina (DMT) e MDMA (ecstasy).
A primeira estratégia lembra a fábula da formiga e da cigarra: trata-se de mobilizar esses compostos para trabalhar, e não para encantar. Busca-se burilar moléculas para eliminar o efeito psicodélico e reter só a indução de neuroplasticidade (novas conexões cerebrais), tida como fundamento do benefÃcio terapêutico. Seriam drogas inovadoras, a

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