O voo da tragédia: os 146 deportados pelos EUA no dia dos terremotos que ficaram sob os escombros na Venezuela

Orlando Torres deve sua vida a uma ligação telefônica não atendida.
Ele é um dos passageiros do chamado voo 164, que levou de volta para a Venezuela 146 migrantes venezuelanos deportados pelos Estados Unidos no último dia 24 de junho — poucas horas antes do duplo terremoto que sacudiu o país sul-americano.
Os dois terremotos deixaram pelo menos 2 mil mortos e dezenas de milhares de pessoas feridas e desaparecidas.
Os migrantes repatriados foram recebidos na Venezuela pelo programa governamental Missão Volta à Pátria. Do aeroporto, seguiram para o Hotel Santuário La Llanada, em La Guaira, capital do Estado venezuelano de Vargas, o mais atingido pelos terremotos.
O edifício onde os migrantes deportados realizavam uma série de procedimentos administrativos, sanitários e de segurança desabou d
Pelas redes sociais, a famÃlia de Félix Tovar, 70, tenta mobilizar doações de ferramentas que ajudem voluntários a escavar os escombros da padaria onde se acredita que ele estava há uma semana, no momento dos terremotos na Venezuela.
Félix é venezuelano e tem residência permanente no Brasil, para onde emigrou com a famÃlia há quase 20 anos. O empresário dividia-se entre os dois paÃses. Seu filho Daniel Medina, 28, brasileiro-venezuelano, tem se mobilizado do exterior para buscar informações e insumos.
O relato da famÃlia se assemelha ao de muitos outros parentes de vÃtimas na região costeira de La Guaira, que carecem de máquinas e equipamentos para buscar seus parentes e que contam com voluntários para fazer as buscas.
Daniel e a irmã, Elibel, 38, têm se organizado desde o
Fontes
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