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Canal da Morte: o depósito que acumula cadáveres a céu aberto e reflete a violência no Equador

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Moradora do bairro de Nueva Prosperina no Canal da Morte, Equador — Foto: Marcos Pin/AFP
Quando alguém desaparece, os familiares costumam procurar hospitais, o necrotério e a polícia. Mas, em um distrito do Equador dominado pela violência do crime organizado, a busca também acontece no Canal da Morte, onde dezenas de corpos foram encontrados.
Georgina Bermeo estava caída de bruços, com as roupas sujas e cercada por ervas daninhas quando os parentes encontraram o corpo dela, em maio, no depósito de cadáveres a céu aberto no noroeste de Guayaquil.
O canal, com mais de 45 quilômetros de extensão, corta Nueva Prosperina, considerado o distrito mais violento da principal cidade portuária do Equador.
Construído há mais de uma década para irrigação agrícola, o local passou a ser usado para desova

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