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Latinoamérica21

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Quando a democracia entra em crise, o diagnóstico mais recorrente aponta o populismo como principal ameaça. LÃderes carismáticos, discursos anti-institucionais e estilos autoritários dominam o debate público, alimentando a ideia de que a democracia liberal estaria sendo corroÃda “de baixo para cima”. Essa narrativa, porém, é insuficiente. Na América Latina âe cada vez mais também em outras regiõesâ o problema estrutural mais persistente não é o populismo, mas a oligarquia.
Desde as independências do século 19, a América Latina funcionou como um vasto laboratório republicano. As novas repúblicas adotaram princÃpios avançados para sua época: soberania popular, constitucionalismo, eleições e secularização do poder. Não eram simples imitações europeias, mas tentativas

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