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Força mental e bola parada: as armas da Argentina para a semifinal contra a Inglaterra

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A Argentina entra em campo nesta quarta-feira (15) contra a Inglaterra em busca de uma vaga na final da Copa do Mundo. Além da rivalidade histórica entre as seleções, o duelo coloca frente a frente duas equipes que chegam ao confronto apoiadas em características diferentes dentro de campo.
Nos Estados Unidos, a torcida argentina tomou conta do distrito histórico de Underground Atlanta, transformado em ponto de encontro dos torcedores durante o Mundial. Milhares de pessoas passaram o dia cantando, fazendo churrasco e demonstrando confiança antes da semifinal.
Do lado inglês, torcedores também fizeram festa em bares da cidade, mantendo a tradição dos pubs antes das partidas da seleção.
Apesar da previsão de chuva forte e tempestades para o horário do jogo, a partida será disputada em um está

A disputa entre Inglaterra e Argentina por uma vaga na final da Copa do Mundo nesta quarta-feira (15) reacende uma das maiores rivalidades da história do futebol. Mas o confronto entre as duas seleções vai além das quatro linhas e carrega um contexto político e histórico que começou décadas antes dos encontros em campo.
Disputa pelas Ilhas Malvinas
A origem da tensão está na disputa pela soberania das Ilhas Malvinas — chamadas de Falklands pelos britânicos. Localizado a menos de 500 quilômetros da costa da América do Sul, o arquipélago é administrado pelo Reino Unido desde 1833, mas segue sendo reivindicado pela Argentina.
Em 1982, durante a ditadura militar argentina, o país invadiu as ilhas em uma tentativa de fortalecer o sentimento nacionalista e recuperar o apoio popular em meio à cri

Prisioneiro argentino tem os olhos vendados pelos britânicos durante a Guerra das Malvinas, em 1982 — Foto: Tom Smith/AP
Argentina e Inglaterra se enfrentam nesta quarta-feira (15) na última das semifinais da Copa do Mundo, e torcedores já começaram a tomar os arredores do estádio em Atlanta, nos Estados Unidos, onde ocorrerá a partida, com bandeiras, cânticos mas também muita tensão.
Isso porque a rivalidade entre os dois partidos é histórica e uma das maiores do futebol mundial. Mas a origem dessa disputa não está no esporte: em 1982, os dois países travaram uma guerra pelas Ilhas Malvinas, arquipélago no sul do Oceano Atlântico.
A Argentina saiu derrotada, e o número de argentinos mortos no conflito é estimado em 650.
Quatro anos depois, na Copa do Mundo de 1986, a Argentina venceu a In

Emiliano Martínez é a imagem da segurança no gol da seleção argentina. Campeão do mundo em 2022, eleito o melhor goleiro do planeta duas vezes pela Fifa e outras duas pela revista France Football, ele já está na história como um dos grandes da posição.
Nem sempre foi assim. Na verdade, essa versão altiva, segura e cheia de marra que o goleiro mostra desde a Copa América de 2021 é algo recente.
Durante quase uma década, “Dibu” (apelido que ele carrega desde a adolescência) sofreu para se firmar no futebol europeu. Cria da base do Independiente, ele foi comprado pelo Arsenal aos 17 anos, depois de se destacar num sul-americano juvenil.
Na chegada a Londres, recebeu uma mensagem de Arsène Wenger, então treinador dos Gunners: teria que aprender inglês para ter alguma chance no time. Martínez a

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