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Como o mercado deve reagir à decisão do Copom desta 4ª?

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Mais uma vez, a decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) sobre a taxa básica de juros está já precificada para o mercado. Para a maioria dos operadores e analistas, a aposta para a conclusão da reunião do Comitê é de corte de 0,25 ponto percentual nesta quarta-feira (5), levando a Selic para 14% ao ano, dos 14,25% a.a. atuais. Novamente, os olhares se voltarão para o comunicado que acompanha a decisão.
Em dados apresentados pela B3 (B3SA3), operadora da bolsa do Brasil, os contratos de Opções de Copom mostravam expectativa por um corte de 0,25 ponto percentual. Em 24 de junho, a manutenção da Selic era o cenário predominante, com probabilidade em torno de 57,9%, enquanto a expectativa de corte de 0,25 ponto percentual aparecia com 39%.
Nas últimas semana

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Ray Dalio, o bilionário fundador da Bridgewater Associates, fez um de seus alertas mais contundentes sobre o atual ambiente de mercado durante uma participação no podcast The Diary of a CEO, com o apresentador Steven Bartlett, argumentando que o entusiasmo com IA empurrou os mercados para um território de bolha reminiscente de 1929 e 2000. Seu alerta chega justamente quando o mercado se prepara para testar sua tese em tempo real: a SpaceX já abriu capital no maior IPO da história, e Anthropic e OpenAI avançam em direção a valuations de trilhões de dólares — exatamente o tipo de surto de emissão especulativa que os historiadores do mercado tratam como o sinal mais claro de uma bolha.
Bartlett abriu o programa mencionando um convidado anterior, Jeremy Grantham, que disse ao progr

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No panteão dos economistas famosos, Knut Wicksell dificilmente é um nome conhecido. Diferentemente de Adam Smith, o especialista sueco em taxas de juros nunca estampou uma cédula. No entanto, uma teoria que ele desenvolveu há mais de um século tornou-se subitamente relevante novamente.
Em 1898, Wicksell compartilhou a ideia de que a inflação e a instabilidade econômica decorrem de um desequilíbrio: elas ocorrem quando as taxas de juros de mercado (definidas pelo Fed e pelos bancos) estão dessincronizadas com a “taxa natural de juros”.
A taxa “natural”, propôs Wicksell, é o nível de retorno que os investidores obtêm ao investir na economia como um todo (por exemplo, via ações), em oposição aos juros que poderiam receber de depósitos em dinheiro ou títulos. A economia dos EUA é t

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Mais cedo ou mais tarde, todo presidente do Federal Reserve aprende a lição. Suas palavras são analisadas tão de perto que qualquer coisa menos que precisão absoluta tem o poder de desestabilizar os mercados financeiros e forçar o banco central a recuar em uma mensagem que foi mal interpretada.
Janet Yellen aprendeu isso em sua primeira coletiva de imprensa como presidente em março de 2014, quando sugeriu que o Fed poderia elevar as taxas de juros muito antes do que muitos esperavam.
Jerome Powell agravou um colapso do mercado quando, poucos meses após assumir o cargo em dezembro de 2018, caracterizou o plano do Fed de reduzir sua carteira de títulos do governo e títulos lastreados em hipotecas como “no piloto automático” e sinalizou novos aumentos de juros. Powell mudou de rum

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A decisão sobre os juros desta quarta-feira (2) deve levar a taxa Selic para 14% ao ano, de acordo com as projeções da maior parte do mercado (95%) que buscará, agora, alguma pista no comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) para estimar se pode haver mais um corte em setembro ou se a pausa deve se impor a partir desta reunião.
“A decisão, em si, parece amplamente definida. O foco principal recairá sobre a comunicação”, avalia o banco Santander, em seu relatório macroeconômico.
Leia também: Inflação deve ajudar Copom a cortar Selic a 14%; será o último corte do ano?
Espaço para mais cortes?
Segundo os economistas essa comunicação do Copom será determinante para direcionar as apostas para os próximos meses.
“Mesmo com a taxa estável, o comunicado pode alterar significa

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