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‘Fino’, dinheiro e coragem: como apps exploram ‘provas de masculinidade’ dos entregadores, segundo sociólogo

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‘Fino’, dinheiro e coragem: como apps exploram ‘provas de masculinidade’ dos entregadores, segundo sociólogo
Na esquina de um shopping center em São Paulo, o som de notificações de aplicativos de entrega toca freneticamente a partir das 11h. É apenas quando os pedidos de almoço na região da avenida Paulista recuam, por volta das 15h, que Matheus da Silva Pérez finalmente se senta, enrola um cigarro e conversa com colegas.
Ali eles se reúnem diariamente com suas bags e bikes, num improvisado escritório ao ar livre. Eles são, em sua maioria, jovens.
Aos 22 anos, Matheus trabalha há seis e começou a fazer entregas para complementar renda — antes, trabalhava em um lava-rápido e fazia bicos como barista e garçom.
Mas logo ele percebeu que poderia se dedicar apenas às entregas.
“Vi que eu não pr

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