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Azul registra receita recorde, mas custo operacional dispara no 2T26 por alta do QAV

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Azul registra receita recorde, mas custo operacional dispara no 2T26 por alta do QAV
Companhia reduz oferta e eleva tarifas para enfrentar combustível 61,8% mais caro no período
A Azul divulgou os resultados referentes ao segundo trimestre de 2026, com receita operacional recorde de R$ 5 bilhões para este período. Esse resultado, segundo a empresa, foi impulsionado por tarifas mais altas, implementadas para compensar o aumento significativo nos preços dos combustíveis.
A pressão sobre os custos foi um dos principais desafios no período, já que o CASK avançou 26%, para R$ 44,80 centavos, impactado principalmente pela alta de 61,8% no preço do combustível e pela redução de 10,6% na capacidade.
No período, o combustível passou a representar cerca de 38% das despesas operacionais da companhia,

A Azul espera reduzir novamente a capacidade no terceiro trimestre, após os recentes cortes significativos, antes de retomar o crescimento nos últimos três meses do ano, afirmou o diretor-executivo John Rodgerson na quinta-feira.
A Azul reduziu sua capacidade em 10,6% em relação ao mesmo período do ano anterior no segundo trimestre, um corte sem precedentes, incluindo uma redução de 24,9% nas operações internacionais, à medida que a guerra dos EUA e de Israel contra o Irã interrompeu o fluxo de petróleo e provocou uma alta acentuada nos preços do combustível de aviação.
“O pico da crise de combustível ocorreu no segundo trimestre e, ao mesmo tempo, esse é normalmente o trimestre mais fraco do ano”, disse Rodgerson à Reuters. “Fizemos o que acreditávamos ser certo: reduzimos a capacidade.”

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