Notícia

Wilson Gomes

Por Publicado Atualizado

Quem escreve regularmente em jornal aprende cedo a conviver com o dissenso. Faz parte do ofÃcio. Leitores discordam, contestam, corrigem e melhoram o argumento. Em princÃpio, os comentários em um jornal como a Folha servem para prolongar a conversa pública.
O problema é quando a conversa deixa de ser conversa.
Nos últimos meses, entre crÃticas legÃtimas e objeções bem formuladas, acumulei comentários que me descrevem como alguém “cego pelo ressentimento”, “jagunço destruidor de reputação”, “capanga amestrado da Folha”, “saudoso do colonialismo”, “passador de pano para o golpe e o crime organizado” e “apoiador de genocÃdio”. Um leitor escreveu que eu poderia ter colaborado com o Der Angriff, o jornal de propaganda dirigido por Goebbels na Alemanha nazista.
Não se trata de queixa

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