‘Continua orando’: as últimas palavras do sargento do Bope antes de morrer no RJ

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Ainda pela manhã, em meio a um intenso tiroteio nos complexos do Alemão e da Penha, na terça-feira, o 3º sargento do Bope Heber Carvalho da Fonseca, de 39 anos, trocava as últimas mensagens com a esposa. Elas revelam desespero e esperança nos momentos finais do agente, pouco antes de ser morto na megaoperação das polícias Civil e Militar. Em um diálogo pelo WhatsApp, ela pergunta se o marido está bem. A resposta dele vem curta, mas serena: “Estou bem. Continua orando.” Era a última vez que Heber responderia.
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Após a megaoperação desta terça-feira contra o Comando Vermelho, ao menos 58 corpos foram retirados da mata da Vacaria, na Serra da Misericórdia, e levados por moradores até a Praça São Lucas, na Estrada José Rucas, no Complexo da Penha. Esses óbitos não estavam contabilizados no balanço oficial, elevando o número de mortos para 122. O reconhecimento oficial será feito por familiares no prédio do Detran, localizado ao lado do Instituto Médico-Legal (IML).
Os mais de 50 corpos foram posicionados enfileirados na praça, uma das principais da comunidade, ao longo da manhã e já começaram a serem retirados do local pelas autoridades. O acesso ao IML ficará restrito à Polícia Civil e ao Ministério Público. As necropsias sem relação com a operação serão feitas no IML de Niterói.
Milita
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Diante do clima de insegurança que se instalou na cidade após a megaoperação policial realizada nesta terça-feira, diversas empresas e instituições de ensino decidiram modificar o funcionamento nesta quarta-feira, optando pela suspensão de atividades presenciais ou pela adoção do trabalho remoto.
Entre as principais universidades do estado, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) suspendeu as atividades administrativas e acadêmicas do turno da manhã. A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) também interrompeu aulas e serviços administrativos presenciais, mantendo apenas os considerados essenciais. Na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), as atividades presenciais seguem suspensas ao longo do dia.
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Familiares de mortos na operação desta terça-feira (28) nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, chegam nesta manhã ao IML (Instituto Médico Legal) e ao Detran, espaços destinados ao cadastro e reconhecimento dos corpos.
Cerca de cem pessoas estão no IML e o clima entre os familiares é de consternação. Alguns buscam notÃcias, porque não sabem se os familiares foram ou não mortos na operação.
Uma das familiares, que não quis se identificar e afirmou ser irmã de um dos mortos, disse ter visto quatro pessoas serem mortas na frente dela na favela da Penha, fora da área de mata em que foram encontrados ao menos de 70 corpos na madrugada desta quarta (29). Ela questionou por que os alvos não foram presos e disse ainda que a operação acabou com o Natal e o Ano N
Fontes
- https://www.infomoney.com.br/brasil/continua-orando-as-ultimas-palavras-do-sargento-do-bope-antes-de-morrer-no-rj/
- https://www.infomoney.com.br/brasil/guerra-no-rio-corpos-encontrados-por-moradores-na-penha-sao-transportados-ao-iml/
- https://www.infomoney.com.br/brasil/empresas-e-universidades-suspendem-atividades-presenciais-no-rio-nesta-quarta-feira/
- https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2025/10/vi-matarem-quatro-na-minha-frente-diz-familiar-de-morto-em-operacao-contra-o-comando-vermelho.shtml
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