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Diferença salarial entre homens e mulheres reflete modelo social, dizem especialistas

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Nem mesmo as leis que garantem remuneração igual para um trabalho de igual valor vem conseguindo reduzir a desigualdade estrutural entre homens e mulheres no mercado brasileiro.
As mulheres brasileiras continuam sentindo no bolso a diferença, ganhando, em média, 21,2% menos que os homens, uma diferença que chega a representar R$ 1.049,67 nas empresas com mais de 100 funcionários, como mostrou o 4º Relatório de Transparência Salarial e Critérios Remuneratórios, divulgado na última segunda-feira (3) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e pelo Ministério das Mulheres.
A pesquisa, que analisou 19,4 milhões de vínculos trabalhistas, indica que a remuneração média feminina é de R$ 3.908,76, contra R$ 4.958,43 recebidos pelos homens. Apesar de um leve avanço na presença feminin

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