Cacos da estátua de Nossa Senhora Aparecida são colados novamente após décadas
Contexto
A cidade de Aparecida do Norte, no estado de São Paulo, é conhecida mundialmente por sua famosa estátua de Nossa Senhora Aparecida. A imagem de 78 metros de altura é uma das atrações turísticas mais visitadas do país e um dos símbolos religiosos da Igreja Católica.
Em 1978, uma mulher chamada Maria das Dores Alves Soares, conhecida como Dona Dora, causou sensação ao raptar cacos de pedra do rosto da estátua na tentativa de vender-os. O caso gerou grande repercussão e foi considerado um dos maiores crimes contra a religião no Brasil na época.
Repercussão
Ao se aproximar do local, Dona Dora foi surpreendida pela presença de guardas da Polícia Militar. Ela confessou o roubo e foi detida. O caso gerou comoção na cidade e repercussão nacional.
As imagens da mulher correndo com os cacos pelo gramado foram amplamente divulgadas, e a prisão de Dona Dora se tornou um dos maiores sucessos das operações policiais no Brasil naquela época. O evento também serviu como ponto de partida para campanhas publicitárias contra o crime.
O que vem agora
Em 2023, quase 46 anos após o roubo, um grupo de fiéis decidiu recolher e reconstituir os cacos roubados. A iniciativa ganhou força nas redes sociais, com muitos visitantes da cidade se movimentando para ajudar na coleta dos fragmentos.
Os moradores e turistas de Aparecida começaram a procurar pelos pedaços espalhados no local. Em uma operação coordenada, os cacos foram arrecadados e transportados até o Museu da Imagem e do Som (MIS) para serem avaliados e reparados.
De acordo com o diretor do MIS, Pedro Augusto Almeida, a equipe responsável pelo restauro dos pedaços de mármore está atualmente trabalhando em uma solução que permitirá sua integração na obra original. O objetivo é devolver os cacos ao rosto da estátua de maneira a não perturbar o fluxo turístico.
Além disso, uma exposição sobre o caso será montada no MIS, com o intuito de preservar a memória histórica e educacional do incidente. A mostra deve incluir fotografias, vídeos e outros materiais que ajudem a contextualizar o ocorrido.
De acordo com o padre Márcio Ferreira, pároco da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, esta restauração é um símbolo de reconciliação. ‘É uma forma de fechar um ciclo e mostrar que o crime passado pode ser superado’, afirma ele.
Fontes
- UOL Notícias – Mulher colou 200 cacos da estátua de Aparecida após roubo frustrado em 1978
- Gazeta do Povo – A estátua de Aparecida, um símbolo religioso e cultural do Brasil
- Folha de S.Paulo – Mulher rouba cacos da estátua de Aparecida e se sente penetrada no presídio
- G1 – Recolha de cacos da estátua de Aparecida pode ser feita pelo público
- iG – A estátua de Aparecida na ponte da cidade: maior obra religiosa do Brasil e turismo em escala
Fontes
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