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Apenas 30 médicos brasileiros admitiram ter relações com farmacêuticas, após sete meses de vigência de uma resolução do CFM (Conselho Federal de Medicina) que obriga os profissionais a darem transparência a conflitos de interesse.
O que aconteceu
Desde março de 2025, médicos são obrigados a declarar se prestam serviços —como palestras e pesquisas— para farmacêuticas e fabricantes de próteses. Não é preciso informar valores recebidos, mas apenas a existência do vínculo. Outros tipos de benefícios, como viagens internacionais, jantares e presentes, não precisam ser declarados.
Até agora, apenas 30 profissionais enviaram declarações, segundo o CFM. O número equivale a 0,005% dos mais de 600 mil médicos do país.
O número não reflete a realidade. Investigação do UOL revelou que, apenas em Minas

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