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Decisão do Gilmar blinda o STF e gera revolta no Congresso; veja análise em vídeo

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A decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, de restringir as possibilidades de pedidos de impeachment contra integrantes da corte gerou reação imediata no Congresso Nacional.
A reclamação mais forte ocorreu no Senado, que tem a prerrogativa de analisar essa matéria. Hoje, qualquer cidadão pode apresentar um pedido de impeachment, mas Gilmar quer limitar o direito à Procuradoria-Geral da República.
A medida esvazia também a estratégia dos bolsonaristas, que apostam em eleger senadores no ano que vem justamente para colocar mais pressão sobre o Judiciário.
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Em conversas nesta quinta-feira (4), ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) adotaram tom de indignação ao comentar a manifestação apresentada pela Advocacia-Geral da União, comandada por Jorge Messias, que pediu que Gilmar Mendes reconsiderasse sua decisão que ajuda a blindar integrantes da corte contra a abertura de processos de impeachment.
Gilmar rejeitou o pleito da AGU também nesta quinta-feira.
A interlocutores, ministros próximos a Gilmar avaliaram a postura de Messias como uma traição contra aquele que era o seu principal articulador entre os magistrados na busca por uma vaga.
Agora, afirmam, o escolhido do presidente Lula (PT) deverá ter ainda mais dificuldade em conseguir apoio para sua candidatura no Senado, onde há parlamentares muito próximos dos magistrados.

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