Contexto

No último dia 10 de março, um vendaval histórico atingiu a cidade de São Paulo, causando um apagão generalizado que deixou cerca de 650 mil clientes sem energia elétrica. O incidente levantou preocupações sobre a segurança e eficiência do sistema energético, especialmente em relação à concessionária Enel, uma empresa privada atuante na região.

Repercussão

Ao se manifestar após o apagão, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, enfatizou que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) deve agir com rigor na situação. As declarações foram feitas durante o 8º Seminário Internacional de Líderes em São Paulo.

Alckmin destacou que o Estado de São Paulo não seria mais responsável por intervenção direta nas operações da Enel, uma empresa privada. Segundo ele, a Aneel é a entidade competente para regular e fiscalizar as atividades da companhia.

“A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) deve agir com rigor, fiscalizando a atuação da Enel”, declarou Alckmin. A afirmação ocorre em um momento delicado, já que o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, e o governador do Estado, Tarcísio de Freitas, têm se manifestado sobre a possibilidade de intervenção na empresa.

O que vem agora

A situação atual do sistema elétrico em São Paulo continua monitorada. O balanço mais recente divulgado pela Enel indica que 624,6 mil clientes ainda estão sem luz. A companhia ainda não comunicou um prazo para a normalização total dos serviços.

Alckmin e outros representantes do governo federal, como o ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachs-Langsdorff, também deverão se posicionar sobre os próximos passos. O ministro afirmou que a questão deve ser resolvida no âmbito da Aneel.

Em relação à possibilidade de intervenção, o governo estadual tem se mostrado cauteloso. O governador Tarcísio de Freitas disse que aguarda uma análise técnica antes de tomar qualquer decisão. Ricardo Nunes também defendeu a atuação da Aneel, reforçando a necessidade de regularização imediata das operações.

Fontes