Igor Patrick

Pela primeira vez, a China apresentou na ONU, nesta semana, uma meta absoluta de redução de emissões. O gesto foi tratado como um ponto de virada porque qualquer mudança em Pequim altera o destino coletivo, já que o paÃs responde sozinho por mais de 30% do dióxido de carbono global e, por isso, suas decisões determinam se o Acordo de Paris ainda é viável.
A expectativa era alta, em especial diante do vácuo deixado por Washington, mas bastou examinar os números para perceber a distância entre a retórica e a necessidade.
O corte prometido, de apenas 7% a 10% até 2035 em relação ao pico de emissões, foi divulgado como sinal de responsabilidade, mas pareceu a repetição de uma prudência que não condiz mais com a escala da crise.
Pequim não definiu quando esse pico ocorrerÃ
Fontes
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