Antonio Prata

Não sei como vivi até hoje sem conhecer owabi-sabi. Na verdade sei, sim. à que, mesmo ignorando a teoria desta linha filosófica do zen budismo, passei meus 48 anos sobre a Terra aplicando, rigorosa e intuitivamente, seus predicados. Me sinto como um cara que passou a vida toda de dreads, camiseta com as cores da Jamaica, ouvindo Bob Marley, alimentando-se espiritualmente dos efeitos quÃmicos e metafÃsicos do tetrahidrocanabinol e, um belo dia, foi apresentado ao rastafarianismo.
O wabi-sabi sugere que aceitemos a transitoriedade e a imperfeição. Em nós, em tudo. à um “Let It Be” oriundo do Japão “feudal”. Um “Hakuna Matata” ecoando do século 16. O exemplo mais bem acabado do wabi-sabi é o “kitsugi”, a técnica de consertar cerâmicas quebradas com uma mistura de laca e ouro em pó
Fontes
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