‘Ação de Trump na Venezuela pode criar um precedente para potências autoritárias no mundo’

Donald Trump — Foto: EPA
Com a captura do líder venezuelano Nicolás Maduro, Donald Trump demonstrou de forma mais contundente do que nunca sua crença no poder de sua própria vontade, sustentada pela força bruta do poder militar dos Estados Unidos. Por ordem dele, os EUA colocaram Maduro atrás das grades e agora irão “administrar” a Venezuela.
O presidente americano fez o anúncio em uma coletiva de imprensa extraordinária, com enormes implicações para a política externa dos EUA em todo o mundo, realizada em seu clube e residência na Flórida, Mar-a-Lago. Trump afirmou que os Estados Unidos ficarão no comando da Venezuela “até que possamos fazer uma transição segura, adequada e criteriosa”.
Segundo Trump, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, conversou com a vice-presidente venezuelana
Delcy Rodríguez, a poderosa sucessora de Maduro na Venezuela que os EUA esperam que tome ‘decisões corretas’
– Author, Ángel Bermúdez
– Role, BBC News Mundo
– Tempo de leitura: 7 min
A captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pelas forças militares dos Estados Unidos colocou todos os olhos sobre Delcy Rodríguez, a vice-presidente escolhida pelo mandatário como seu braço direito.
No final da tarde de sábado (3/01), após a captura do presidente, a Suprema Corte determinou que Rodríguez assumisse a chefia do Estado diante da “ausência forçada” de Maduro.
Em comunicado, a presidente da Sala Constitucional do tribunal, Tania D’Amelio, argumentou que a Constituição atribui à vice-presidência a função de substituir o presidente em caso de ausência temporária ou definitiva.
A magistrada
Trump põe o mundo de joelhos
O segundo mandato de Donald Trump rapidamente se revela como uma das presidências de maiores consequências das últimas décadas para os Estados Unidos e o mundo. A operação militar espetacular na Venezuela – em que o ditador que comandava o país há mais de uma década foi retirado de seu quartel-general em poucas horas e levado a Nova Iorque, onde será julgado — é o marco de uma nova era.
“Voltamos ao imperialismo das grandes potências, do fim do século 19. Cada gigante em sua área de influência”, resume Guilherme Casarões, cientista político e professor da Florida International.
Certamente não estamos falando de um mundo mais seguro. A ação americana na Venezuela é o sinal verde para Putin avançar sobre a Ucrânia, e talvez a Europa, testando o escudo da Otan (Or
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Sob qualquer ângulo que se olhe, a agressão estadunidense à Venezuela é um ato de guerra. Nicolas Maduro é um presidente autoritário, que usa o exército contra seu próprio povo e que não respeita ritos democráticos? Pois o que dizer de Donald Trump, de suas políticas e de seus métodos? Perto de Trump, Maduro consegue até ser o menos pior.
Nada justifica a agressão, o sequestro, a prisão e o iminente saque de recursos naturais que pertencem aos venezuelanos e às venezuelanas.
A atitude é imperialista e bélica, além de inconstitucional, imoral, anti-ética e ilegal. Como apoiar que um país que age assim sedie um evento como a Copa do Mundo? Por muito menos, as Olimpíadas de Moscou foram boicotadas em 1980.
Aqueles que se dizem democráticos teriam que demonstrar a
Fontes
- https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/01/04/acao-de-trump-na-venezuela-pode-criar-um-precedente-para-potencias-autoritarias-no-mundo.ghtml
- https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn0k1jz5lg1o?at_medium=RSS&at_campaign=rss
- https://economia.uol.com.br/colunas/amanda-klein/2026/01/04/trump-poe-o-mundo-de-joelhos.htm
- https://www.uol.com.br/esporte/colunas/milly-lacombe/2026/01/04/so-restaria-um-boicote-a-copa-do-mundo-nos-estados-unidos.htm
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