ONU critica operação que capturou Maduro, acusando EUA de violar direitos internacionais

Contexto
A operação que resultou na captura de Nicolás Maduro, ex-líder venezuelano, em Nova York em fevereiro deste ano, foi alvo de duras críticas da Organização das Nações Unidas (ONU). Em um comunicado divulgado nesta terça-feira, 6, uma porta-voz do Alto Comissariado da ONU para Direitos Humanos afirmou que a ação dos Estados Unidos violou o direito internacional.
A declaração veio em meio a uma reunião extraordinária do Conselho de Segurança da ONU, na qual representantes de vários países discutiram sobre a captura. Enquanto os Estados Unidos defenderam a operação como uma aplicação da lei, outros membros criticaram a intervenção.
Repercussão
A decisão de trazer Maduro para o território americano foi tomada após um trabalho conjunto entre os EUA e a Colômbia. A captura ocorreu durante uma visita de negócios do ex-líder venezuelano à cidade de Nova York.
Nas palavras da porta-voz Ravina Shamdasani, a operação violou o princípio de não interferência no território e na independência política dos Estados. Ela enfatizou que tal atitude envia um “recado” de que os poderosos podem fazer o que quiserem com as outras nações.
A ONU fez um apelo à comunidade internacional para repudiar a ação americana, alegando que isso pode incentivar práticas semelhantes. A autodeterminação do povo venezuelano também foi reforçada no comunicado da organização.
O que vem agora
A operação que levou Maduro à prisão em Nova York ainda está sob análise judicial na cidade americana. Na manhã desta terça-feira, 6, ele e sua esposa, Cilia Flores, passaram por uma audiência de custódia no tribunal federal de Manhattan.
Após a audiência, o advogado de defesa do ex-líder venezuelano informou que planeja apresentar um pedido de liberdade imediata. O advogado argumentará que a detenção de Maduro e sua esposa não seguem os requisitos legais necessários.
Em reação à captura, representantes do Brasil se pronunciaram criticando a operação. O embaixador brasileiro nos EUA, Carlos Alberto Moreira da Silva, declarou que o governo brasileiro não concorda com a decisão de trazer Maduro para fora do território venezuelano.
Fontes
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