Governo não vê reversão decisão dos EUA de nomear PCC e CV como terroristas

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O governo brasileiro não vê caminhos para reverter num curto período de tempo a classificação pelo Departamento de Estado dos EUA das facções criminosas Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas.
O entendimento é que não há um argumento a ser apresentado aos americanos que os faça recuar das medidas. Mesmo assim, a ordem é insistir no discurso de que o governo brasileiro combate o crime organizado e que está disposto a cooperar com outros países.
O governo americano tomou duas medidas com a finalidade de ampliar o cerco ao PCC e ao CV. Determinou a classificação como Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGT, na sigla em inglês), já em vigor, e como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO, na sigla em inglês), que deve s
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Após as ameaças dos Estados Unidos de impor novas tarifas aos produtos brasileiros, o governo federal tem afirmado que “se reserva o direito de recorrer aos instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade”, em respostas à possibilidade de taxação. Essa legislação foi aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional em 2025.
O governo diz que pode usá-la para “fazer face a situações de injustiça contra o Estado brasileiro, sem amparo nas regras do comércio internacional”.
Nesta semana, o governo dos EUA propôs duas novas tarifas ao Brasil. Uma de 25% a uma série de produtos e outra de 12,5% na investigação comercial aberta sobre o trabalho escravo — essa segunda medida também atinge a União Europeia e outros 58 países por causa de suposta “falha em impor e aplicar efetivamente um
Fontes
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