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Intoxicação por metanol: por que nem o transplante trata a cegueira causada?

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Segundo o Ministério da Saúde, o Centro Nacional de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) recebeu a notificação de quase 60 casos suspeitos de intoxicação por metanol em São Paulo, Pernambuco e no Distrito Federal. Além disso, foi confirmado um óbito, no estado paulista, e outros sete são investigados.
Os casos são ligados ao consumo de bebidas alcoólicas adulteradas com metanol por ele ser um álcool mais barato que o etanol. A substância, no entanto, não é segura para o consumo humano, devendo ser usada somente em aplicações industriais, como solventes, combustíveis e outros produtos químicos.
Isso porque, ao chegar no fígado, o metanol é quebrado em formaldeído e, depois, em ácido fórmico, que é um subproduto altamente tóxico para o organismo. Esse composto

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Com o aumento de casos de intoxicação por metanol no Brasil, o governo está em busca de adquirir o fomepizol, um medicamento utilizado como antídoto contra envenenamentos desse tipo. Até então, o produto não tinha registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas a agência já acionou autoridades internacionais para acelerar a autorização de importação.
A Anvisa já contatou o FDA, dos Estados Unidos, a EMA, da União Europeia, e diversas outras agências de países como Canadá, Reino Unido, Japão, China, Argentina, México, Suíça e Austrália.
O medicamento é visto como a principal opção em casos de intoxicação por metanol, pois ele impede que a substância passe por uma reação química e seja convertida em metabólitos altamente tóxicos, que são justamente os que causa

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