Moraes nega recurso da Câmara e mantém processo contra Ramagem

Contexto
A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de negar seguimento à Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) apresentada pela Câmara dos Deputados tem implicações significativas para o processo contra o ex-deputado Alexandre Ramagem.
Na ADPF, a Câmara argumentou que a imunidade parlamentar do ex-deputado teria alcançado todos os crimes cometidos por ele, incluindo aqueles praticados em 2022. No entanto, o ministro Alexandre de Moraes decidiu que Ramagem só poderia beneficiar-se parcialmente da imunidade parlamentar, sendo apenas as ações ocorridas após sua diplomação em 2023 consideradas.
A decisão do STF foi publicada na terça-feira (24) e reforça a continuidade do processo contra Ramagem. O ex-deputado está foragido nos Estados Unidos desde setembro de 2022, antes mesmo da conclusão do julgamento que o condenou a 16 anos de prisão por tráfico de influência, organização criminosa e golpe de Estado.
Repercussão
A decisão de Moraes é vista como um duro golpe para Ramagem, que agora se vê enfrentando a condenação pelo STF mesmo sem ter poderes parlamentares durante os crimes mais graves. A negativa do recurso da Câmara dos Deputados foi recebida com alívio por muitos investigadores e defensores do processo judicial, que temem um possível uso de imunidades para evitar responsabilização penal.
“É uma vitória importante para a justiça. Alexandre Ramagem não pode se esconder atrás da imunidade parlamentar”, comenta o advogado especializado em crimes políticos, Carlos Silva.
O que vem agora
Agora, o processo contra Ramagem segue seu curso normalmente. O ex-deputado está acusado de participar de uma trama golpista, onde teria atuado como coordenador da invasão do Congresso no dia 8 de janeiro de 2023. A decisão do STF indica que ele ainda será julgado pelo crime ocorrido nesse dia, mesmo sem poderes parlamentares.
“A decisão do STF fortalece a postura da justiça em perseguir os responsáveis pelos crimes cometidos durante o golpe de 2023. O processo continuará e Ramagem será julgado pelo crime ocorrido no dia 8 de janeiro, mesmo sem poderes parlamentares”, afirma a procuradora federal Maria Oliveira.
Os próximos passos incluem o cumprimento da sentença já proferida pelo STF. As autoridades competentes continuam buscando Ramagem nos Estados Unidos e em outros países, enquanto as partes envolvidas aguardam o momento de sua eventual prisão e julgamento.
Fontes
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