Petróleo, poder e guerra: como o ouro negro redesenha o mundo

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O petróleo nunca foi apenas combustível. Nos últimos 150 anos, ele moveu guerras, derrubou governos, criou alianças improváveis e ajudou a lastrear a moeda mais poderosa do planeta.
Hoje, no centro de uma crise climática que exige sua substituição, o óleo cru segue dando as cartas na geopolítica global — do Oriente Médio ao Ártico, da Venezuela ao estreito que pode travar 20% do comércio mundial de petróleo com um único bloqueio.
Essa é a tese central de uma conversa conduzida por Marina Cançado no podcast O Clima na Faria Lima, do InfoMoney, com a historiadora Mônica Lungov, professora do Colégio Bandeirantes, e o jornalista Jaime Spitzcovsky, ex-editor internacional da Folha de S.Paulo e correspondente em Pequim e Moscou.
A humanidade usa petróleo há quatro mil anos — como im
Área atingida por bombas, levando a morte de 25 pessoas no Irã — Foto: g1
O fechamento do Estreito de Ormuz devido à guerra no Oriente Médio aumentou a fome no mundo, alertou nesta sexta-feira (5) a ONU, que também teme uma crise similar à de 2022, após a invasão russa na Ucrânia.
Em todo o mundo, 320 milhões de pessoas já sofriam de insegurança alimentar aguda quando, em março, o Programa Mundial de Alimentos (PMA) das Nações Unidas previu que a situação poderia piorar.
Quase 45 milhões de pessoas a mais poderiam se ver nesta situação se a guerra, que começou no fim de fevereiro após um ataque conjunto dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, não terminasse antes de junho e se o preço do barril de petróleo ultrapassasse os US$ 100, estimou.
“Lamentavelmente, o cenário negativo está se co
Fontes
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