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Preocupado com eleição, Lula antagonizou com Trump na ONU, avaliam especialistas

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Em seu discurso na 81ª Assembleia-Geral da ONU, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva procurou antagonizar com o presidente norte-americano Donald Trump em um discurso no qual combinou ideias tradicionais da diplomacia brasileira com o contexto eleitoral que se aproxima em virtude das eleições de 4 de outubro. A fala de Lula abriu o debate pela manhã e foi seguida pelo discurso de Trump.
Para especialistas ouvidos pelo Estadão, Lula tentou se colocar do lado oposto dos EUA em relação à sua política externa e na forma como países têm se posicionado diante de conflitos e crises globais. Além disso, dizem eles, a menção das eleições no discurso mostra uma preocupação com o cenário do próximo mês.
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Prédio do STF, em Brasília — Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
A crise no Supremo Tribunal Federal tomou o centro da campanha eleitoral e esvaziou o espaço para a discussão de propostas. Sem um desfecho, o desgaste do tribunal se prolonga e interfere nas estratégias dos candidatos à Presidência.
Na própria campanha do presidente Lula, a avaliação é que Flávio Bolsonaro consegue explorar politicamente esse cenário e obter dividendos eleitorais enquanto o Supremo permanecer como foco da disputa.
A preocupação ajuda a explicar a defesa enfática, feita por uma ala da campanha, de que Lula se afaste cada vez mais da crise. Para esse grupo, o presidente precisa ir além das declarações de que todos devem ser investigados e cobrar a apuração de forma mais contundente.
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