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Tata: as 24 horas que detonaram a disputa pelo maior império empresarial da Índia

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Pouco antes do meio-dia de 17 de setembro, os conselheiros da Tata Sons, holding do maior conglomerado da Índia, reuniram-se em uma elegante sala no quarto andar da sede da companhia.
De um lado da longa mesa, com capacidade para 20 pessoas, estava Noel Tata, presidente da Tata Trusts, o grupo de instituições filantrópicas que detém 66% da holding que, por sua vez, controla algumas das maiores marcas da Índia, da Air India à Jaguar Land Rover. Com as mangas arregaçadas e um documento de sete páginas à mão, ele chegou preparado com uma estratégia para manter fechada a empresa que leva o sobrenome de sua família.
Entre os que estavam diante dele encontrava-se Natarajan Chandrasekaran, presidente da Tata Sons, de terno e gravata rosa-fúcsia. Conhecido como Chandra, Chandrasekaran

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