Trump diz que acordo nuclear avançou para 2ª fase e elogia liderança racional do Irã

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (16) que o acordo nuclear negociado com o Irã está concluído e deverá avançar para uma “segunda fase”, que, segundo ele, será mais fácil de implementar. Em reunião com o emir do Catar, Tamim bin Hamad Al Thani, Trump também descreveu os atuais interlocutores iranianos como pessoas “muito racionais” e disse acreditar que a liderança de Teerã busca ajudar o próprio país.
“Nós concluímos nosso acordo com o Irã e ele deve ser bem-sucedido”, disse. “Ele vai para uma segunda fase, que acho que será até mais fácil.” Trump voltou a negar informações de que os EUA pretendem investir recursos no Irã após o entendimento. Segundo ele, o único ponto essencial do acordo é impedir que Teerã obtenha armamento nuclear.
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EVIAN-LES-BAINS, França, 16 Jun (Reuters) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na terça-feira que um acordo provisório com o Irã deixa claro que Teerã nunca teria permissão para desenvolver uma arma nuclear, e também sugeriu que a Síria poderia estar em melhor posição para desarmar o grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã.
Falando antes de conversas com o emir do Catar, xeque Tamim bin Hamad Al Thani, à margem da cúpula do G7 na França, Trump defendeu o memorando de entendimento de 14 pontos com o Irã, que ainda não foi divulgado.
“A única coisa que realmente importa para mim é que o Irã nunca tenha uma arma nuclear, e isso está dito de forma clara e inequívoca”, disse ele aos repórteres, alertando que “o inferno se abaterá” sobre o Irã se o país tentar adquirir
Iranianos caminham perto de escultura que representa míssil do Irã em rua de Teerã no dia 11 de junho de 2026 — Foto: Majid Asgaripour/Wana/Reuters
Para Carl von Clausewitz, a guerra não é um fim em si mesma; é “a continuação da política por outros meios”. Isso implica que uma vitória militar sem alcance dos objetivos políticos não é uma vitória na guerra. O filósofo prussiano também distinguiu três pontos de análise: o político (o porquê se luta), o estratégico (como se mobiliza o poder para atingir a finalidade política) e o tático (os resultados no campo de batalha). Esses três pontos devem estar alinhados. Quando se desconectam, surge o paradoxo clausewitziano: vitórias táticas que não se convertem em vitória política. A guerra do Irã de 2026 é um caso exemplar dessa tensão.
Em 28 de f
Estados Unidos e Irã anunciaram no fim de semana que chegaram a um acordo para colocar fim à guerra que travam há mais de três meses no Oriente Médio.
Mas o anúncio não significa o fim automático do conflito. Pelo contrário: ainda há algumas etapas até o desfecho completo, dúvidas sobre o Estreito de Ormuz e, principalmente, informações conflitantes de ambos os lados.
Veja, abaixo, o que já se sabe e o que ainda falta ser esclarecido sobre o acordo:
É o fim da guerra?
Esse é o intuito final do acordo, segundo as duas partes, mas não, a guerra ainda não acabou. O acordo prevê, inicialmente, um cessar-fogo — ou seja, uma trégua nos ataques, e não o fim definitivo deles.
Esse cessar-fogo duraria enquanto as duas partes discutem o ponto-chave das tratativas, ainda em aberto: o futuro do progra
Fontes
- https://www.infomoney.com.br/mundo/trump-diz-que-acordo-nuclear-avancou-para-2a-fase-e-elogia-lideranca-racional-do-ira/
- https://www.infomoney.com.br/mundo/trump-acordo-com-ira-deixa-bem-claro-que-teera-nao-tera-armas-nucleares/
- https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/06/16/analise-clausewitz-e-a-guerra-no-ira.ghtml
- https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/06/16/trump-diz-que-estreito-de-ormuz-sera-totalmente-reaberto-na-sexta-feira.ghtml
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