Alemanha quer bloquear extrema direita de acessar plano secreto de guerra da Otan, diz agência

O chanceler alemão e líder da União Democrata-Cristã (CDU), Friedrich Merz, participa de entrevista coletiva em Berlim, um dia após as eleições estaduais na Saxônia-Anhalt, nesta segunda-feira (7). — Foto: REUTERS/Axel Schmidt
Para isso, o Ministério da Defesa alemão considera retirar o acesso do gabinete do governador estadual da Saxônia-Anhalt do plano de contingência da Otan em caso de guerra, tratado como altamente sensível em meio à guerra da Ucrânia e às tensões com a Rússia.
O temor do governo de Friedrich Merz é que a AfD vaze o documento para Moscou. O ministro da Defesa, Boris Pistorius, disse a autoridades alemãs nesta semana que quer garantir que um eventual governo estadual liderado pela AfD não tenha condições de repassar o plano da aliança militar, segundo uma fonte familiar
Foto de arquivo: O presidente dos EUA, Donald Trump, e o chanceler alemão, Friedrich Merz, se reúnem no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, D.C., EUA, em 3 de março de 2026. — Foto: REUTERS/Jonathan Ernst/Foto de arquivo
O chanceler alemão, Friedrich Merz, cancelou uma conversa por telefone marcada para esta quarta-feira (9) com Donald Trump, após o presidente norte-americano comemorar a vitória da Alternativa para a Alemanha (AfD), partido de extrema direita, em uma eleição estadual alemã.
Ao jornal britânico The Guardian, um porta-voz do chanceler se recusou a comentar se as declarações de Trump motivaram o cancelamento da conversa. O representante afirmou, no entanto, que Merz sempre foi contrário a comentários e interferências na política interna de outros países, especialmente e
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