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Brasileiros nos países bálticos: como é viver à sombra da Rússia

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A cidade de Narva, na Estônia, que faz fronteira com a Rússia. — Foto: Denis Kischinewsky/DW
De repente, a tranquilidade cotidiana é interrompida pelo som das sirenes. Celulares recebem alertas enquanto o sistema nacional de emergência é testado. Em uma situação real de guerra, a orientação é buscar abrigo e aguardar instruções. Por sorte, era apenas um treinamento em Tallinn, capital da Estônia, país que faz fronteira com a Rússia e que, ao lado dos demais países Bálticos – a Lituânia e a Letônia – reforçou a preparação de civis desde o início do conflito na Ucrânia.
“É uma sensação muito ruim. Mesmo sabendo que é apenas um teste, quando a sirene começa a tocar, você sente um desconforto muito grande. Depois que acaba, fica pensando que, se existe todo esse sistema de testes, existe um mo

Contar uma guerra de perto significa conviver com os mesmos riscos enfrentados por quem vive no território atacado. Na Ucrânia, jornalistas que trabalham próximos ao front precisam usar equipamentos de proteção, seguir orientações de segurança e estar preparados para deixar uma área a qualquer momento. Veja no vídeo acima.
Equipamentos para entrar no front
A equipe de reportagem que viajou ao país foi acompanhada por uma produtora local, conhecida como fixer, e por dois seguranças. Antes de seguir para o front, os profissionais receberam equipamentos de proteção em um sindicato de jornalistas.
O colete identifica quem trabalha como jornalista. O capacete e a proteção contra estilhaços fazem parte da preparação para entrar em áreas de risco. Um kit médico também acompanha a equipe.
“É muito

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