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Por que classificar PCC e CV como terroristas pode fortalecer facções, segundo especialista dos EUA

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A designação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelos Estados Unidos tem potencial de provocar o efeito contrário desejado por Donald Trump e fortalecer as facções criminosas no Brasil e no mundo.
Essa é a visão compartilhada pelo criminologista Nikos Passas, professor da Universidade Northeastern, nos Estados Unidos. O advogado foi um dos especialistas que colaborou para a implementação das convenções das Nações Unidas contra a corrupção e crime organizado transnacional e vem acompanhando de perto a estratégia americana contra o narcoterrorismo na América Latina.
“No passado, vimos que a aplicação rigorosa de medidas contra essas organizações às vezes serve de incentivo para que elas se tornem mais bem organizadas, mais sofisticad

Lula — Foto: Getty Images / BBC
O governo dos Estados Unidos oficializou nesta sexta-feira (5) a classificação das facções criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como terroristas.
A decisão, que já havia sido anunciada em 28 de maio, foi publicada nesta sexta no Federal Register, o Diário Oficial americano. O documento é assinado por Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA.
Outra decisão publicada no Federal Register nesta sexta-feira e também assinada por Rubio possibilita que pessoas ligadas ao PCC e CV tenham bens e ativos que estejam sob jurisdição dos EUA congelados sem aviso prévio.
Também proíbe transações financeiras entre pessoas ou empresas americanas e essas organizações e prevê sanções contra indivíduos ou entidades que forneçam apoio

Bancos alemães guardam bilhões em contas esquecidas, diz estudo
Mais de 4 bilhões de euros seguem parados em contas bancárias esquecidas no país; herdeiros têm dificuldade para localizar e resgatar recursos
Enquanto a Alemanha tenta fazer grandes cortes orçamentários para ajustar suas contas, bilhões de euros permanecem silenciosamente parados em bancos e outras instituições financeiras, sem uso e fora do radar, nas chamadas contas esquecidas.
Um relatório de 2021 do Ministério da Educação e Pesquisa do país estimou que até 4,2 bilhões de euros (R$ 24,6 bilhões) estão nessas contas. Outras estimativas de centros de pesquisa são muito mais altas, chegando a 9 bilhões de euros (R$ 52 bilhões). Os bancos não divulgam números próprios.
A título de comparação, o Banco Central estima que existem

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