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Putin chega à China mais dependente de Xi em comércio, tecnologia e finanças

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Quando os líderes de ambos os países se encontrarem em Pequim, esta semana, Rússia e China poderão, mais uma vez, celebrar sua parceria “sem limites” – expressão criada quando os presidentes Vladimir Putin e Xi Jinping se encontraram pouco antes da guerra na Ucrânia –, ainda que cada vez mais desigual.
Embora o comércio bilateral tenha enfraquecido em 2025 devido à queda dos preços do petróleo, as exportações de bens da Rússia para a China quase dobraram desde fevereiro de 2022, quando começou a guerra da Ucrânia.
Em 2024, a Rússia enviou cerca de 129 bilhões de dólares (R$ 645 bilhões) em mercadorias para a China – a grande parcela disso em forma de petróleo bruto, carvão e gás natural vendidos com grandes descontos.
O think tank Centro de Pesquisa em Energia e Ar Limpo calculou que a Chi

China e Rússia juntas: o que realmente mantém os dois países unidos
– Author, Ankur Shah
– Role, Editor, Unidade Global da BBC para a China
– Published
– Tempo de leitura: 11 min
Enquanto caminhavam pela praça da Paz Celestial (Tiananmen), em Pequim, em setembro de 2025, o presidente da China, Xi Jinping, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, pareciam conversar sobre a possibilidade de que transplantes de órgãos possam prolongar significativamente a expectativa de vida humana.
“Os órgãos humanos podem ser transplantados continuamente. Quanto mais se vive, mais jovem se fica, talvez até se alcance a imortalidade”, disse o intérprete de Putin.
“Alguns acreditam que, ainda neste século, a expectativa de vida humana possa chegar aos 150 anos”, respondeu o intérprete de Xi.
Era uma conversa

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