Venezolanos deportados por Trump relatam horror na megaprisional de El Salvador

Venezolanos deportados por Trump relatam horror na megaprisional de El Salvador
Os mais de 252 venezuelanos deportados em março pelo governo americano, sob a gestão do ex-presidente Donald Trump, enfrentaram condições inumanas no Centro de Confinamento do Terrorismo (Cecot), na El Salvador. Segundo um relatório de 90 páginas da ONG Human Rights Watch (HRW), os refugiados foram submetidos a maus-tratos, torturas e violência sexual.
Contexto
O governo Trump ignorou uma ordem judicial e enviou os venezuelanos para El Salvador, onde eles seriam detidos em um estabelecimento prisional construído pelo presidente Nayib Bukele. A HRW entrevistou 40 refugiados deportados e 150 parentes ou advogados de presos, resultando em um retrato aterrorizante das condições vivenciadas.
Deportação e Condições no Cecot
A HRW afirma que metade dos deportados não tinham antecedentes criminais, conforme argumentou o governo americano. No entanto, apenas 3% tinham sido condenados nos EUA por crimes violentos ou potencialmente violentos.
Os refugiados relataram experiências horripilantes em Cecot. ‘O governo Trump foi cúmplice de tortura, desaparecimento forçado e outras graves violações dos direitos humanos e deveria parar de enviar pessoas para El Salvador e qualquer outro país onde corram o risco de serem torturadas’, destacou Juanita Goebertus, diretora para as Américas da HRW.
Repercussão
A divulgação do relatório causou indignação internacional. ‘Essa é uma situação que se aproxima muito dos abusos praticados durante a guerra civil em El Salvador’, declarou um ex-soldado de elite à HRW, descrevendo como os presos eram espancados, submetidos a torturas e estuprados com frequência.
O que vem agora
Embora o relatório tenha causado um escândalo diplomático entre EUA e El Salvador, as autoridades salvadenses negaram as acusações de maus-tratos. O governo de Nayib Bukele prometeu investigar alegações específicas mencionadas no relatório.
Advogados dos refugiados afirmam que estão preparando uma série de ações legais contra o governo americano e salvadorenho, buscando reparação pelos abusos sofridos. Além disso, estão pressionando para que o governo Trump pare com as deportações para El Salvador.
Fontes
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