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150 anos após morte de Mikhail Bakunin, anarquismo segue vivo, apesar de tímido, no Brasil

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No dia 3 de julho de 1876, na cidade suÃça de Berna, os coveiros de um cemitério local faziam piadas sobre a profundidade da cova que deveriam cavar. Também zombavam do tamanho e do peso do caixão, que trazia um homem grande fÃsica e historicamente: Mikhail Bakunin, um dos pais do anarquismo, morto dois dias antes.
As ideias do russo tiveram impacto significativo na sociedade europeia do século 19, tendo se espalhado pelo mundo nas décadas seguintes âinclusive no Brasil, onde ainda encontra adeptos.
Para Felipe Corrêa, doutor pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e autor do livro “Liberdade ou Morte: Teoria e Prática de Mikhail Bakunin”, o anarquismo se fundamenta em três caracterÃsticas: a crÃtica da dominação, a defesa da autogestão e uma estratégia capaz de aboli

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