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Com troca de Fux, julgamento dos réus por golpe de Estado pode ter mais um ministro indicado por Lula; entenda

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O pedido do ministro Luiz Fux para trocar a 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) pela 2ª Turma pode dar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva mais um indicado no colegiado responsável por julgar os réus da tentativa de golpe de Estado de 2022.
Atualmente, a 1ª Turma é formada por Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Luiz Fux — três deles foram indicados por Lula (Cármen, Zanin e Dino).
Moraes foi indicado pelo ex-presidente Michel Temer e Fux foi indicado por Dilma Rousseff.
Com a mudança, o substituto de Fux, que será o novo ministro a ser indicado pelo presidente para ocupar a vaga deixada por Luís Roberto Barroso, poderá herdar justamente o assento de Fux na 1ª Turma.
O pedido foi encaminhado nesta terça-feira (21) ao presidente da Corte, Edson Fachi

Dependendo de quando a transferência for efetivada, Fux pode simplesmente não participar do julgamento dos núcleos da investigação nos quais ele, curiosamente, enxergou crime ao votar pela absolvição do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros réus.
No primeiro julgamento, Fux divergiu da maioria e votou pela absolvição, mas fez uma ressalva importante: ele viu indícios de crime em dois episódios específicos – o “Copa 22” (monitoramento de ministros por militares nas ruas) e o “Punhal Verde e Amarelo” (plano para assassinar Lula, Alckmin e Alexandre de Moraes). Por considerar que estes atos não se conectavam diretamente aos réus daquele processo específico, como Bolsonaro e Braga Netto, ele os absolveu em seu voto.
No entanto, Fux pode enfrentar uma encruzilhada nos próximos julgamentos

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