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Dois ministros exonerados para apoiar MP do IOF na Câmara não votaram

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Dois dos três ministros que são deputados e foram exonerados para apoiar a medida provisória que substitui a alta do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) perderam a votação nesta quarta-feira (8) e, na prática, não conseguiram ajudar o governo e evitar a retirada de pauta da matéria.
O único a votar contra o requerimento de retirada de pauta da MP foi o ministro do Turismo, Celso Sabino (União-PA). Os ministros do Esporte, André Fufuca (PP-MA), e de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos-PE) não votaram.
O suplente de Silvio Costa, o deputado Osessio Silva (Republicanos-PE), também não votou. Já o suplente de Fufuca, Allan Garcês (PP-MA) votou contra o governo, situação que o ministro, em tese, tentou evitar ao reassumir o mandato para votar.
Segundo registros da Câmara

Após a derrota do governo imposta pela Câmara na medida provisória que compensaria o aumento do IOF, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), diz ver uma “irracionalidade” na decisão e afirma que o país “vive um momento pré-eleitoral antes da hora.”
“Acho que bateu uma agonia do lado de lá [da oposição]”, disse. “Daqui pra frente, tudo que vier é conta eleitoral.”
Ao longo do dia, governistas identificaram que o Centrão iria votar contra a medida provisória por entenderem que isso traria um capital político ao presidente Lula. O entendimento é que o Congresso já tinha dado uma vitória ao Planalto após a aprovação do projeto de isenção do imposto de renda, na semana passada.
Por isso, partidos como o PP e o União fecharam questão contra a MP e o PSD orientou contra a proposta.
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148 deputados de partidos que têm ministérios foram contra MP do IOF
União Brasil e PP romperam com Lula, mas ainda têm cargos na Esplanada; governo contava com medida provisória para gastos em 2026
A Câmara aprovou nesta 4ª feira (8.out.2025), por 251 votos a 193, a retirada de pauta da MP (Medida Provisória) do IOF (1.303 de 2025) e impôs uma grande derrota ao governo. Entre os que foram contra a medida, estão 148 deputados de partidos que têm ministérios na Esplanada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Com a derrubada da MP, o governo deixará de arrecadar R$ 31,4 bilhões em 2025 e em 2026, dinheiro que seria usado para bancar iniciativas como programas sociais em ano eleitoral. A medida tem até hoje à meia-noite para ser votada, mas não haverá outra sessão para isso e o projet

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