Justiça de Goiás suspende vendas em lives da Wepink: empresa de Virginia Fonseca é alvo de ação por práticas abusivas

Contexto
A Justiça de Goiás suspendeu as vendas em lives comerciais e ações publicitárias da Wepink, empresa do influenciador digital Virginia Fonseca. A decisão foi tomada na segunda-feira (13/10/2025) após uma ação movida pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO), que apontou supostas práticas abusivas contra consumidores.
Segundo o MP, uma investigação identificou diversas irregularidades nas operações comerciais da Wepink. Um levantamento realizado pelo órgão constatou mais de 120 mil reclamações registradas no site Reclame Aqui desde o início de 2024.
A decisão judicial impede a marca de fazer vendas em massa até que seja comprovada a disponibilidade efetiva em estoque dos produtos anunciados. Caso a empresa descumpra a determinação, estará sujeita ao pagamento de multa no valor de R$ 100 mil por cada ocorrência registrada.
A Justiça goiana também determinou que a Wepink crie um canal de atendimento ao consumidor não automatizado, com contato humano, dentro do prazo de 30 dias. O processo tramita no estado de Goiás porque é onde a empresa mantém suas operações.
Repercussão
A decisão judicial gerou grande repercussão na mídia e entre os consumidores que já vinham criticando as práticas da Wepink. A marca, com uma forte presença no mercado de cosméticos e produtos para cuidado pessoal, tem enfrentado muitas reclamações sobre a falta de estoque e atrasos nas entregas.
“A Wepink é acusada de prometer vendas em massa sem ter os produtos necessários no estoque, o que leva à frustração dos consumidores e a uma série de reclamações”, afirmou um advogado especializado em direito do consumidor.
Além disso, o fato da empresa não manter um canal de atendimento humanizado foi visto como uma violação adicional aos direitos dos consumidores. “É fundamental que as empresas respeitem a legislação vigente e ofereçam canais eficientes para resolver dúvidas e reclamações”, comentou o promotor responsável pelo caso.
O que vem agora
A Wepink tem 30 dias para cumprir a decisão judicial e criar um canal de atendimento ao consumidor não automatizado. A empresa ainda pode recorrer da decisão na justiça, mas por enquanto deve se adaptar às novas regras.
Em comunicado oficial, a Wepink afirmou estar colaborando com o processo e que está empenhada em melhorar suas práticas comerciais. “A empresa tem buscado maneiras de tornar seus processos mais transparentes e eficientes”, disse um porta-voz da marca.
“É uma oportunidade para a Wepink mostrar sua responsabilidade e corrigir as falhas identificadas pelo MP-GO. A empresa precisa cumprir o que foi determinado judicialmente e se adaptar às novas exigências de transparência e atendimento ao consumidor”, afirmou um especialista em direito digital.
As próximas semanas serão cruciais para observar como a Wepink se adapta às novas regras e se recupera dos questionamentos levantados pela justiça. A decisão judicial pode ter impacto na reputação da marca no mercado de cosméticos, além de possivelmente afetar suas vendas nos próximos meses.
Fontes
- Poder360: Justiça suspende vendas em massa da Wepink, empresa de Virginia
- Reclame Aqui: Wepink – Reclamações
- Justiça de Goiás: Wepink é acusada de práticas abusivas contra consumidores
- ABDI – Blog: Wepink, empresa de Virginia Fonseca, enfrenta críticas de consumidores
- Jus.com: Wepink, empresa de Virginia Fonseca, está na justiça
Fontes
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