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STF Restringi Peritos da PF na Investigação do Master

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Caso Master: Toffoli Restringe Peritos da PF no Acesso a Celulares Apreendidos

Contexto:

Nesta quinta-feira (15), o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), restringiu o acesso aos celulares apreendidos na Operação Compliance Zero à Polícia Federal (PF) a apenas quatro peritos. Esta decisão foi tomada após os materiais serem encaminhados à Procuradoria-Geral da República (PGR).

Os peritos designados para o trabalho são Luis Filipe da Cruz Nassif, Tiago Barroso de Melo, Enelson Candeia da Cruz Filho e Lorenzo Victor Schreppel Delmutti. Toffoli justificou a escolha afirmando que esses peritos terão livre acesso ao material apreendido, com apoio da PGR durante os trabalhos periciais.

A determinação de Toffoli se insere em um contexto mais amplo de mudanças na custódia das provas. Segundo o ministro, os materiais apreendidos – 39 celulares e 31 computadores – ficarão sob guarda da PGR, reforçando a prerrogativa do Ministério Público de conduzir investigações criminais.

Historicamente, o Ministério Público Federal (MPF) e a PF têm disputado protagonismo nesse tipo de apuração. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, não solicitou formalmente a custódia do material, mas afirmou ao STF que a PGR tem capacidade técnica para extrair e analisar os dados.

Repercussão:

A decisão de Toffoli foi vista como uma medida que reforça o protagonismo do Ministério Público na condução das investigações. A PGR passará a ter maior controle sobre as provas, garantindo uma análise mais técnica e detalhada.

Esta mudança nas práticas de custódia de provas tem sido debatida no âmbito da Justiça Federal há algum tempo. O STF tem vindo a buscar um equilíbrio entre o controle do Ministério Público e a autonomia da PF em investigações complexas.

O que vem agora:

A próxima etapa será a realização das perícias pelos quatro peritos designados. Após a conclusão do trabalho, os resultados serão encaminhados à PGR para análise e eventual apresentação de denúncias.

Em paralelo, o MPF deve acompanhar o andamento da investigação através de representações e pedidos de acesso às informações periciadas. O objetivo é garantir uma fiscalização efetiva das ações do STF e da PGR.

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